Paranavaí registrou aumento de 0,5% no número de consumidores inadimplentes na primeira quinzena de agosto. O total passou de 26.303 pessoas em 1º de agosto para 26.433 no dia 15. Os dados foram divulgados pelo Serviço de Inteligência de Mercado da Associação Comercial do Paraná (ACP), com base em informações da Equifax.
O levantamento mostra uma retomada da inadimplência ao longo de agosto, depois de uma leve redução registrada na segunda quinzena de julho. O movimento também foi observado em outras cidades paranaenses, embora em intensidade diferente. No Paraná, o número de pessoas inadimplentes passou de 3.198.962 em 15 de julho para 3.207.736 em 1º de agosto e chegou a 3.230.603 na primeira quinzena do mês.
Para o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Paranavaí (Aciap), Ed Wilson, o aumento da inadimplência está relacionado ao cenário financeiro enfrentado pelas famílias, com a elevação dos preços das mercadorias e dos juros, enquanto os ganhos dos consumidores não acompanharam esse movimento.
Segundo ele, essa combinação reduz o poder de compra e interfere diretamente no desempenho do comércio. “Aumentou a inadimplência, diminuiu o consumo. Diminui o consumo, diminuem as vendas do comércio local”, afirma.
Ed Wilson avalia que a redução nas vendas também gera reflexos para os próprios estabelecimentos comerciais, que passam a enfrentar um cenário financeiro mais desfavorável. “Isso vai impactando cada vez mais no custo das lojas. Então, esse é um momento muito desfavorável, muito desfavorável”, destaca.
Diante desse cenário, o presidente da Aciap orienta os consumidores a buscar acordos com os lojistas para regularizar as dívidas e evitar que os débitos aumentem ainda mais com a incidência de juros. Para Ed Wilson, a recuperação do crédito deve ser uma das prioridades das famílias neste momento, justamente para que elas possam voltar a ter condições de consumo.
“A primeira coisa que a pessoa vai ter que fazer nesse momento é tentar recuperar os créditos, procurar fazer um acerto com os lojistas”, orienta.
A expectativa, segundo ele, é que a renegociação das dívidas ajude a conter o crescimento da inadimplência e contribua para a recuperação do crédito e, consequentemente, do consumo no comércio local.
