Notícia

Suinocultura será lançada na Exposição

terça, 10 de dezembro de 2019
G-8 apresentará estudos que mostram a viabilidade da suinocultura na região

A suinocultura poderá ser nova alternativa econômica para a região, no campo e na cidade

 

Com o sinal verde dado pela Sociedade Rural do Noroeste do Paraná, que também integra o grupo, o G-8 vai apresentar durante a próxima edição da ExpoParanavaí (Exposição Feira Agropecuária e Industrial de Paranavaí) os projetos e estudos realizados no último ano que demonstram a viabilidade econômica e técnica de implantação da suinocultura na região. A intenção é estimular a atividade, que tem mercado nacional e internacional, gera emprego e renda no campo e na cidade e, além disso, produz dejetos com grande potencial de geração de energia (veicular, térmico e elétrico), através do gás metano.

 

A decisão sobre fazer uma espécie de lançamento da suinocultura para a região foi tomada na semana passada, após uma reunião extraordinária do G-8, grupo que reúne representantes das principais entidades não governamentais de fomento a economia local e regional. A possibilidade de implantação da suinocultura comercial na região vem sendo discutida desde o início de 2018, quando o grupo foi formado.

 

As coordenações dos cursos de Veterinária e Agricultura da Fatecie fizeram um projeto mostrando a viabilidade da nova alternativa agropecuária e apontaram duas alternativas: a produção independente e a integrada a uma cooperativa. Representantes do G-8 conheceram a Granja Dom Alfredo, em Alto Paraná e um frigorífico de suínos em Floraí, que trabalham independente. E no mês passado, conheceram a unidade de suinocultura da Copacol, em Cafelândia, oeste do Paraná.

 

EXTRAORDINÁRIA - A visita a Copacol, no dia 19 do mês passado, gerou algumas dúvidas e por isso foi realizada a reunião extraordinária do G-8 para dirimi-las. Desse encontro participaram os professores Júlio Cesar Colella (Coordenador do Curso de Agronomia) e Marivaldo da Silva Oliveira (Coordenador do Curso de Veterinária), ambos da Fatecie e autores do estudo, e do suinocultor Clovis Amaral Júnior, da Granja Dom Alfredo.

 

Neste encontro o principal assunto foi à produção de ração para alimentação dos suínos. Isto porque, em Cafelândia, os técnicos informaram que a atividade tem que estar casada com a produção de grãos (milho e soja) para alimentação animal. A ração é responsável por 80% do custo de produção.

 

Amaral explicou que, embora a cidade não produza o milho e a soja, em cidades próximas, como Paraíso do Norte, há, por exemplo o cultivo de milho e soja. “Temos várias cidades perto daqui, de terra roxa, que produzem estes grãos. E o segredo é comprar na safra, quando o preço é menor”, diz ele. A Granja Dom Alfredo chega a comprar 42 mil sacas de uma só vez para passar o ano. Com isto, foge das oscilações de mercado.

 

Para o presidente do Sindicato Rural de Paranavaí, que também faz parte do grupo, Ivo Pierin Júnior, esta eventual dificuldade também será quebrada com a irrigação que começa a ganhar força na região. “Com a irrigação, vamos produzir grãos também inclusive o milho”, acredita ele.

 

O projeto a ser apresentado aos produtores da região na ExpoParanavaí, que será realizada de 6 a 15 de março de 2020, no Parque Costa e Silva, traz um adicional em relação aos integrados da Copacol, por exemplo. O estudo de viabilidade realizado pelos professores da Fatecie aponta o aproveitamento dos dejetos da suinocultura para a produção de energia, agregando valor e evitando a contaminação e saturação do solo, como já acontece em algumas regiões do oeste paranaense.

 

Para a implantação da atividade existem linhas de crédito especiais para financiar a construção dos barracões. A atividade ocupa pouco espaço. A Granja Dom Alfredo, por exemplo, que engorda 12 mil suínos ao ano (em quatro ciclos de três meses) ocupa uma área de 1,5 hectares.

 

A cadeia da suinocultura envolve unidades de produção de leitões, barracões de engorda, frigorífico para abate e produção de carne e unidade para a produção de embutidos. Para os embutidos são destinadas, normalmente, as matrizes depois de sua quinta cria.

Fonte: Assessoria de Imprensa Aciap